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Sedap promove Feiras do Pescado nos dias 1 e 2 de abril

Por Redação - Agência PA (SECOM)
24/02/2015 13h46

As feiras do pescado, organizadas pelo governo do Estado para aumentar a oferta e equilibrar os preços do produto durante a Semana Santa, vão acontecer nos dias 1 e 2 de abril. Como ação complementar, o Estado vai editar portaria proibindo a saída de peixe capturado no Pará durante os dias anteriores ao feriado. A novidade este ano é a possibilidade de os supermercados da capital também reduzirem os preços de venda durante os dois dias em que haverá a feira do pescado em Belém, um acordo que está sendo negociado com a Associação Paraense dos Supermercados (Aspas) pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes.

As ações definidas pelo governo estadual foram apresentadas pelo diretor de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Ediano Sandes, nesta terça-feira, 24, durante reunião convocada para discutir o abastecimento de pescado no Pará durante o período da Semana Santa. Participaram do encontro representantes da Secretaria Municipal de Economia de Belém (Secon), Procon, Delegacia do Consumidor, Imetropará, ministérios da Agricultura e da Pesca, Adepará, Secretaria de Estado da Fazenda e Dieese.

“Na conversa com o secretário Hildegardo Nunes, os donos de supermercados se mostraram bastante dispostos a reduzir os preços de venda ao consumidor nos dias 1 e 2 de abril, quando também serão realizadas as feiras do pescado na capital e em mais cerca de 50 municípios do interior do Estado”, disse Ediano. Com relação ao decreto impedindo a saída de pescado durante a Semana Santa, a proposta, que será submetida ao governador Simão Jatene, é que ele vigore no período de 16 de março a 3 de abril.

A Sedap também apresentou, durante a reunião, os pontos previstos para a realização das feiras na Região Metropolitana de Belém, que ainda dependem de confirmação. Estão programados 11 locais: Centur, Uepa, Santuário de Fátima, Aldeia Cabana, Entroncamento, Ginásio Poliesportivo de Ananindeua, Paróquia de São Domingos Gusmão, UFPA, Praça Matriz de Ananindeua, Emater e Ceasa. Apenas em Belém devem ser comercializadas mais de 120 toneladas de pescado. Em todo o Estado a meta é oferecer 300 toneladas de peixe.

Fernando Souza, do Sindicato dos Peixeiros de Belém, disse que uma série de fatores colabora para o aumento do preço do pescado no período, como o fato de se estar na entressafa e na época de defeso de algumas espécies. Ele também afirmou que o recente aumento dos combustíveis terá impacto significativo na Semana Santa deste ano. “Perto de 60% dos gastos em um barco pesqueiro são com diesel e gelo. Além disso, a frota está defasada. A idade média das embarcações chega a 20 anos. É preciso pensar em uma política voltada ao setor para o ano todo e não apenas na Semana Santa”, afirmou.

Para o diretor da Sedap, a preocupação do sindicalista é pertinente. “Sabemos de todas essas dificuldades, e por isso mesmo estamos organizando um Fórum, no período de 11 a 13 de março, para discutir junto com especialistas nacionais da área de pesca a reformulação da política estadual de pesca e aquicultura. Vamos definir ações estratégicas que serão postas em prática nos próximos anos para desenvolver o setor”, acrescentou Ediano Sandes.

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