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AGRICULTURA FAMILIAR

Com apoio da Emater, quilombolas da Alça Viária planejam açaí e farinha na merenda escolar

Por Ascom (Ascom)
17/01/2024 10h36

Quilombolas do território Menino Jesus, no km 19 da Alça Viária, rodovia PA-483, já estão aptos para fornecer produtos como açaí e farinha de tapioca para a merenda das escolas públicas da região. Além do extrativismo de açaí da várzea dos rios Guamá e Jacarequara, as famílias trabalham com pesca artesanal, plantio e beneficiamento de mandioca e criação de porcos e de galinha-caipira. 

O básico do processo de inclusão como fornecedores no mercado governamental do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae) é o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento que começou a ser entregue agora em janeiro pelo Escritório Local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) de Marituba, na Região Metropolitana de Belém. Embora o Quilombo situe-se no Baixo Acará, a região do Jacaraquara é mais próxima geograficamente da sede do município vizinho. 

Na primeira quinzena do mês, 12 famílias receberam o CAF. A previsão da Emater é contemplar pelo menos mais 50 famílias nas semanas seguintes. “São várias etapas na oferta dos serviços. Começamos com reunião de convivência e mobilização, realizamos o cadastramento, emitimos os CAFs. O CAF é um documento que habilita o público-alvo da Emater, os agricultores familiares”, explica a engenheira agrônoma Alda Lúcia dos Remédios, chefe interina do Escritório Local da Emater em Marituba. 

A gestora destaca o acesso imediato às políticas públicas de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Minha Casa, Minha Vida Rural (Programa Nacional de Habitação Rural - PNHR) e do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos).  

Emater - O atendimento da Emater na área total de 760 hectares do Quilombo Menino Jesus deslanchou em 2023, com foco no acompanhamento científico e social das atividades e no contexto de diversificação de renda e desenvolvimento sustentável.

“Temos muita vontade de colocar pra frente a criação de peixes em cativeiro, tipo tambaqui e tilápia, pra acrescentar na nossa própria alimentação e comercialização do excedente”, indica o presidente da Associação de Agricultores Remanescentes de Quilombo Menino Jesus (AmarqMJ), Fábio Coelho, de 38 anos.

A merenda escolar com comida típica da ancestralidade representará uma conquista, em substituição a industrializados. O filho caçula de Coelho, Vinícius, de oito anos, por exemplo, será um dos alunos beneficiados. “A ideia é abastecer com tradição e saúde. O que produzimos é tudo sem agrotóxico e tudo seguindo a nossa cultura, os nossos valores, os nossos costumes”, resume a liderança. 

Texto: Aline Miranda - Ascom/Emater

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