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No Programa Roda Viva, Governador do Pará afirma que COP no Brasil é avanço para Amazônia

O chefe do Poder Executivo Estadual foi sabatinado por jornalistas dos mais diferentes veículos da imprensa nacional no tradicional programa Roda Viva da TV Cultura

Por Leonardo Nunes (SECOM)
14/11/2023 00h10

O governador Helder Barbalho participou, no final da noite desta segunda-feira (13), do programa de entrevistas Roda Viva, produzido e transmitido pela TV Cultura. Foram duas horas de entrevista ao vivo, distribuída em cinco blocos. Na oportunidade, Helder Barbalho falou sobre sua gestão à frente do Pará, sobre a Amazônia e da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) que será em Belém em 2025, fazendo uma avaliação do cenário geopolítico nacional. 

Durante a entrevista, Helder Barbalho afirmou que a COP 30 vai permitir um legado ambiental global e trazer avanços estruturais ao debate sobre a regularização do uso do solo, valorização da floresta viva e bioeconomia. “Do ponto de vista ambiental, o legado da COP em Belém será para o Brasil e para Região Sul será Global e vai permitir pela primeira vez inserirmos a discussão sobre qual é o papel da floresta na agenda das mudanças climáticas”, salientou. 

Sobre os desafios estruturais para Belém, Helder Barbalho também falou sobre os diferentes tipos de hospedagem possíveis, como por exemplo, a utilização de escolas, apartamentos públicos, residências privadas, novos hotéis e a utilização de cruzeiros. “De fato, é uma grande oportunidade, nós temos um desafio, mas certamente poder sediar o mais importante evento de discussões climáticas pela primeira vez na floresta, pela primeira vez na Amazônia, deve ser visto como uma agenda prioritária para colocar o Brasil no protagonismo da diplomacia ambiental”, ponderou. 

O chefe do Poder Executivo Estadual paraense também abordou temas relacionados a potencialidade petrolífera em alto mar no litoral do Estado, o desafio da rastreabilidade dos produtos da agropecuária, as ações de combate à violênciano campo, e em específico, na produção de palma. “São desafios que estão postos diante as potencialidades do Estado e estamos atuando com a firme presença presença do Estado” pontuou.

Transição energética - Quando questionado sobre o tema, Helder Barbalho disse que a Petrobras deve liderar o país na transição energética, atuando de forma estratégica e didática, financiando as ações de preservação da Amazônia. 

“Devemos fazer com que esta empresa seja a principal fomentadora da transição energética para a redução do uso de combustiveis fósseis como também da transição ecológica, para gerar oportunidade para a Amazônia. A Petrobras pode cumprir um papel muito maior, de muito mais envergadura, de protagonismo em financiar o fundo da Amazônia, seja para atividades de controle , seja para financiar novas economias de floresta em pé”, posicionou. 

No cenário nacional, o governador avaliou que a União retomou o diálogo e recolocou o país na diplomacia ambiental mundial. “Eu entendo que o presidente Lula consegue exercer, no primeiro ano de gestão, um patrimônio, diria eu, de reformas com a possibilidade real da reforma tributária ser aprovada, com agenda desde a PEC da transição, com as perspectivas todas ouvidas das aprovações da agenda econômica, portanto, ele, a partir daí, começa a implementar o seu planejamento para que o Brasil volte a ter uma agenda de investimentos”, disse. 

“Particularmente, no caso do Estado do Pará, preciso destacar isso. Nós, hoje, estamos assistindo novamente obras do Governo Federal e não estamos mais sozinhos no enfrentamento aos crimes ambientais. Estão aí os resultados que colocam a redução real de 43% comparado ao mesmo período dos 11 meses com 2022. Há uma disposição de diálogo político e há uma previsibilidade para o Brasil. Estou muito esperençoso e acho que todos devemos apoiar e colaborar. Sendo que colaborar pode ser com críticas positivas e deve ser naquilo que você concorde reverberando para que o Brasil possa ser um país melhor”, ponderou. 

Ao longo da entrevista, o governador Helder Barbalho respondeu a perguntas dos jornalistas no combate à criminalidade. Barbalho ponderou que tanto na área ambiental quanto na área urbana, o papel do Estado em ações repressivas é importante, estratégico e fundamental, mas também é necessário ofertar opções para qualificação e legalização na área ambiental e inclusão e cidadania no combate a criminalidade. 

“Operamos uma estratégia de segurança pública para os centros urbanos e outra para os meios rurais. O Estado do Pará, em 2019, tinha 50 homicídios para cada 100 mil habitantes. Nós estamos fechando 2023 com 23 homicídios para 100 mil: uma redução de 50% das mortes violentas no Estado do Pará”, informou o governador justificando a restruturação da área da segurança pública com novos equipamentos e reforço dos efetivos. 

“A presença da polícia é importante, mas nós compreendemos que só com polícia não vai adiante. E por isso criamos o que nós denominamos de Usinas da Paz, que é a presença de governo naquele território considerado como área vulnerabilidade. Esses espaços chegam para ofertar 70 tipos de serviço, com 36 órgãos do Governo aruando, e fazem uma profunda imersão naquele território. E os números que eu posso lhe apresentar, eu vou citar Belém, a capital do país. Belém, quando eu assumi o governo, era a capital mais violenta do Brasil. Agora, números do mês passado mostram Belém como a sétima capital mais segura do nosso país. Nós reduzimos 70% das mortes violentas. Por que? Porque nós implementamos os territórios pela paz”,’ analisou. 

Vocação mineral - O governador Helder Barbalho foi indagado sofre a relação minério e desenvolvimento sustentável e reafirmou seu posicionamento em defesa da rastreabilidade da produção. “Quem comete crime ambiental e age com mineração ilegal tem que ser excluído do processo. Agora, não se pode bloquear uma atividade importante no Brasil por conta de uma parte que insiste com atividades ilegais ambientalmente e ilegais no campo da exploração”, afirmou. 

Educação - Ainda em entrevista ao Roda Viva, o governador paraense explicou que em sua primeira gestão foi para organização, início da modernização da infraestrutura e valorização dos profissionais do setor. “Tenho duas prioridades neste mantado: meio ambiente e educação. Dobramos o valor do transporte escolar para diminuir a evasão escolar, aumentamos o valor investido na merenda escolar, instituímos a meritocracia incentivando nossos alunos e professores. Nós seremos o Estado que melhor vai ampliar a sua nota e avanço no IDEB. Eu não conseguirei ser o primeiro do Brasil, mas eu vou ser o Estado que mais vai crescer em posição”,’ anunciou. 

A entrevista também tratou sobre as ações do Estado na universalização da distribuição de água, desafios dos resíduos sólidos, educação pública, reforma tributária, concessão florestal, crédito de carbono, transporte público 

O programa que entrevistou o chefe do poder executivo Estadual paraense teve mediação da jornalista Vera Magalhães e a bancada de entrevistadores foi formada por Eduardo Belo, editor de Brasil do jornal Valor Econômico, Joelmir Tavares, repórter de política da Folha de S.Paulo, Laís Duarte, repórter da TV Cultura, Malu Delgado, chefe de reportagem da plataforma Sumaúma - Jornalismo do Centro Mundo e Pedro Venceslau, analista de política da CNN Brasil.

O Programa Roda Viva 

Há 35 anos no ar, o Roda Viva é um dos mais tradicionais e relevantes programas de entrevista da TV brasileira. É um espaço plural para a apresentação de ideias, conceitos e análises sobre temas de interesse da população, sob o ponto de vista de personalidades notórias. O programa conta com mediação de Vera Magalhães, jornalistas da imprensa nacional, interpretação em libras e tramitação também pelas redes sociais.

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