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Caravana da Educação capacita técnicos para impedir a entrada da Monilíase no Pará

Ministério da Agricultura, Adepará e rede de parceiros irão a Tomé-Açu, único município paraense produtor de cacau com selo de Indicação Geográfica (IG)

Por Rosa Cardoso (ADEPARÁ)
28/09/2023 19h00

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realizarão, no período de 16 a 20 de outubro, no município de Tomé-Açu, no nordeste paraense, a “Caravana da Educação - Monilíase: conhecer para combater”, evento de educação sanitária que visa prevenir a entrada da doença no Estado. Tomé-Açu foi escolhido para sediar o evento por desenvolver a cacauicultura, e ser o único município paraense produtor de cacau que detém o selo de Indicação Geográfica (IG).

Plantas do gênero Theobroma, principalmente cacaueiro e cupuaçuzeiro, são atacadas pela MonilíaseA produção do município envolve cerca de 970 cacauicultores em uma área de 3.770 hectares. Em 2021, a produção foi de 2.748 toneladas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cacau de Tomé-Açu alcançou quase R$ 33 milhões.

A Caravana vai capacitar 30 profissionais da Adepará e 30 auditores fiscais agropecuários do Mapa, oriundos de outros estados brasileiros. A primeira etapa do treinamento será teórica, mas também haverá ações em comunidades rurais que vivem da cacauicultura. A segunda etapa é o retorno dos técnicos aos seus estados de origem, para que realizem o evento nos seus estados e apliquem os conhecimentos adquiridos na semana de aperfeiçoamento em Tomé-Açu.

“É um treinamento com uma ação prática no município. Durante dois dias esse grupo será dividido em equipes, e essas equipes estarão distribuídas nas comunidades rurais e escolas, sendo agentes multiplicadores. É muito importante que a comunidade conheça o cenário da cadeia produtiva do cacau no município, saiba identificar a doença, sua origem e seus sintomas e sinais. É também fundamental que saibam como fazer a notificação de suspeita e as medidas de biossegurança que devem ser adotadas nas propriedades. Nós estamos preparando os técnicos, os produtores e toda a sociedade para o enfrentamento dessa praga quarentenária”, explicou a fiscal agropecuária Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará.Representantes do Mapa e Adepará na visita à Prefeitura de Tomé-Açu

Integração - De acordo com a engenheira agrônoma, o sucesso do evento depende de um trabalho integrado com todos os setores da cadeia produtiva do cacau. Por isso, os organizadores realizam reuniões para solicitar apoio logístico e de pessoal, necessário para mobilizar as comunidades rurais, sindicatos de produtores, escolas municipais e toda a sociedade para participar da Caravana, “para que as medidas de prevenção sejam adotadas e que possamos retardar a entrada dessa ameaça fitossanitária à cacauicultura paraense”, frisou a diretora.

A “Caravana da Educação - Monilíase: conhecer para combater” tem como principais parceiros: Mapa, Adepará, Prefeitura Municipal de Tomé-Açu, Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Tomé-Açu (Semed), Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadores Rurais (STTR), Sistema do Produtor Rural (SPR) e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

O Ministério da Agricultura vai atuar no evento por meio do Serviço de Educação Sanitária, gestor do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária (Proesa), que foi reestruturado e modernizado, e promove caravanas pelo País em busca de saúde e sustentabilidade ambiental.Profissionais envolvidos na educação sanitária

“Uma das principais diretrizes do Proesa é a articulação interinstitucional. A caravana de educação sanitária para a prevenção da Monilíase tem o objetivo de realizar ações com várias instituições, capacitando os técnicos para esse novo fazer da educação sanitária, onde foram introduzidas metodologias participativas. No evento vamos capacitar técnicos de diferentes instituições, e também utilizar a metodologia do material didático desenvolvido pelo Mapa”, destacou Andreza Tomé, auditora fiscal agropecuária do Mapa.

A Monilíase ataca os frutos do cacaueiro (Theobroma cacao), do cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e de outras plantas do gênero Theobroma em qualquer fase de desenvolvimento. Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, a doença é facilmente disseminada pelo vento e por materiais infectados, como plantas, roupas, sementes e embalagens. A praga ocasiona perdas na produção, que podem chegar a 100%.

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