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SAÚDE

Ophir Loyola completa 110 anos com melhorias na assistência e na infraestrutura

Por Leila Cruz (HOL)
06/10/2022 17h16

Nesta quinta-feira (06) de outubro, o Hospital Ophir Loyola completa 110 anos de serviços prestados à população assistida pelo Sistema Único de Saúde. A gestão celebra a data com importantes investimentos em tecnologias, ampliação e capacitação de recursos humanos e participação em projetos nacionais, a fim de garantir qualidade e celeridade na assistência prestada aos usuários dos 144 municípios paraenses. A instituição é certificada pelo Ministério da Saúde como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e também é referência em nefrologia, neurocirurgia e transplantes, configurando um importante papel na saúde pública da região Norte do Brasil.

A cada ano, o HOL realiza mais de 1 milhão de atendimentos. Um dos principais esforços da gestão atual está em buscar melhores resultados para os serviços de alta complexidade, com investimentos expressivos, que além de garantir segurança no atendimento ao paciente, proporcionaram avanços no diagnóstico e nas intervenções terapêuticas. 

O hospital contratou uma empresa de telerradiologia com um Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens (Pacs) integrado para garantir agilidade na liberação de laudos dos exames por imagem. O recurso permitiu acesso aos exames de forma padronizada, remota  e com transferência automatizada e segura de dados. Os laudos passaram a ser liberados em até 24h. E para transportar paciente em estado grave, o hospital recebeu do Governo do Pará uma ambulância equipada com Unidade de Terapia Intensiva.

Também foram recebidas duas novas torres completas de videoendoscopia para realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Os conjuntos de equipamentos apresentam tecnologia de ponta e chegaram à instituição para ampliar a capacidade de realização de exames de endoscopia alta e baixa, bem como de broncoscopia.

No mês de junho, o Hospital realizou o primeiro transplante de rim intervivos em indígenas. Uma história protagonizada entre mãe e filha da etnia Tembé. A paciente Maria Adriane Oliveira, 20 anos, moradora da Aldeia Sede, localizada no município de Santa Luzia do Pará, região do Alto Rio Guamá, recebeu um rim da mãe Maria Cleia Cruz, 40 anos. A jovem possui uma malformação congênita do trato urinário, descoberta somente quando precisou ser submetida a exames pré-operatórios para tratar um cisto de ovário. Apesar do acompanhamento médico, a  função renal agravou, levando-a necessitar de um transplante.

Para garantir o conforto durante consultas de retorno e marcação dos exames especializados, foi criado um call center. O novo canal de atendimento e relacionamento busca facilitar o acesso aos agendamentos, diminuir filas presenciais, sanar dúvidas de forma prática e humanizada, e atender com excelência os usuários. A solução estratégica em saúde visa a trazer comodidade aos pacientes, que não mais precisam se deslocar das cidades de origem, enfrentando longas viagens, para realizar agendamentos em Belém.

Também foram reabertas três Unidades de Terapia Intensiva, que oferecem 28 leitos de cuidados intensivos em uma estrutura moderna. Em uma área total de 695 m², a instituição conta com um ambiente mais adequado e confortável aos pacientes críticos.

E para aqueles pacientes com tumores de cabeça e pescoço, aneurismas cerebrais e malformações arteriovenosas cerebrais e medulares, foi entregue a nova sala de hemodinâmica, equipada com novo equipamento Artis Zee Floor, de alta performance.

A revitalização do telhado e de toda a estrutura segue em andamento e deve ser concluída nos próximos sete meses. No total, serão reformados 8.500 m² da cobertura da casa de saúde. Também estão em curso obras de  readequação para receber equipamentos destinados à radioterapia, como aceleradores lineares e o tomossimulador.  Assim como, a reconstrução do auditório Luiz Geolás de Moura Carvalho e  o aluguel do novo prédio, que passa por readequação para implantar mais 20 leitos de cuidados paliativos e 20 leitos de urgência oncológica.

“Com o comprometimento de entregar um serviço cada vez melhor aos nossos pacientes, nossa administração parte do princípio de que a saúde não é um gasto, é investimento. E investir em inovação, tecnologia, conforto e em tantos recursos que aprimoram o enfrentamento aos problemas de saúde ligados às nossas especialidades, é garantir um melhor atendimento e tratamentos mais resolutivos. Atuamos em conformidade com o que temos como propósito: salvar ou melhorar a qualidade de vida de quem é assistido nesta instituição”, afirma a diretora-geral do HOL, Ivete Vaz.

Projetos - Os resultados alcançados na primeira fase do Projeto Lean Nas Emergências levou o HOL à nova do Ciclo 2, único hospital da região Norte contemplado com nova etapa. O projeto do MS é desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS - Proadi/SUS e executado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.  Desta vez, o objetivo é aumentar a produtividade do centro cirúrgico, leitos de internações e enfermarias.

O Ophir Loyola também foi uma das instituições brasileiras da rede pública de saúde selecionadas para participar do Projeto ReConectar Fase 2 – Rede de Conexão Trabalho com Alegria e Resiliência. A iniciativa conjunta da Johnson & Johnson, do Hospital Sírio-Libanês,  e do Institute for Healthcare Improvement, tem como objetivo aumentar a percepção de bem-estar, satisfação, resiliência, engajamento e participação nas decisões locais no ambiente de trabalho assistencial diário. O projeto será desenvolvido em um período de 12 meses, até julho de 2023.

“A escolha do Hspital para participar de projetos realizados a nível nacional mostra a importância que a instituição possui no Brasil, além de evidenciar o nosso compromisso em buscar melhorias contínuas para aperfeiçoar os processos internos e atender nossos usuários de forma humanizada, com conhecimento técnico e científico, a fim de qualificar cada vez mais o nosso atendimento na rede de atenção à saúde”, conclui a diretora-geral.

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