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Mais de 34 mil pessoas foram encaminhadas ao mercado de trabalho em 2016

Por Redação - Agência PA (SECOM)
31/01/2017 00h00

Embora 2016 tenha sido um ano de crise econômica no Brasil e, inevitavelmente, tenha apresentado números negativos nos mais diversos setores, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), através das unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Pará, conseguiu encaminhar mais de 34 mil trabalhadores ao mercado de trabalho formal. Com unidades em 34 municípios do estado, os trabalhadores também procuram as sedes do Sine para dar entrada no seguro desemprego. Em 2016, foram mais de 100 mil beneficiários.

São 43 postos do Sine em todo o estado, cinco somente em Belém, que unem esforços para minimizar o impacto da crise na vida dos trabalhadores paraenses. “Apesar de termos enfrentado muitas adversidades em 2016, inclusive com relação a recursos e estrutura, conseguimos manter o nível de atendimento. No seguro desemprego, mantivemos a média de mais de 100 mil beneficiários. Isso mostra que, mesmo com todas as dificuldades, nós mantivemos um dos principais serviços do Sine nesse momento de desemprego”, ressaltou o secretário adjunto da Seaster, Everson Costa.

Para os trabalhadores que não conseguem vagas no mercado de trabalho formal, a Seaster tem investido em qualificação profissional e empreendedorismo. “Do ponto de vista da qualificação profissional, em 2016 foram mais de 2.284 pessoas atingidas em seminários, palestras, qualificação através de emendas parlamentares. Além de atividades como a Feira do Artesanato Paraense, realizada em dezembro, que reuniu milhares de pessoas e movimentou quase 100 mil reais em quatro dias”, pontuou.

Ainda de acordo com o secretário, a qualificação profissional tem se destacado como referência para trabalhadores e gestores que buscam o serviço nas unidades do Sine. “Os cursos que a Secretaria oferece são voltados para o público do Sine. Assim, os municípios buscam a abertura de postos para ter acesso a esses cursos. Marituba, por exemplo, que tem projeto de um parque industrial, tem previsão de retomada do serviço do Sine. Nesse momento em que a empregabilidade é baixa, a estratégia é fortalecer esse casamento entre qualificação, Sistema Nacional de Emprego e intermediação de mão de obra”, avaliou.

Desempregado há oito meses, o técnico de segurança do trabalho e acadêmico no curso de Engenharia Ambiental, Luiz Feitosa de Souza, conta que pela primeira vez procurou o Sine em busca de uma vaga. “Eu fiquei muito satisfeito com o atendimento, foi rápido e objetivo. Acredito que em 2017 as coisas vão melhorar e eu quero parabenizar o Sine pelo trabalho e preocupação em ajudar tantos pais de família a conseguir uma vaga nesse momento tão difícil. A partir de agora, vou acompanhar a oferta de vagas pelo portal e espero retornar ao mercado rapidamente”, almejou.

O eletricista José Reis trabalhou durante os últimos dez anos na mesma empresa e foi desligado ainda este mês. Ele compareceu ao Sine para dar entrada no seguro desemprego e pretende retornar ao mercado de trabalho o mais rápido possível. “Infelizmente, a empresa onde trabalhava fechou as portas, mas agora é correr atrás de outra oportunidade. Na minha área, eu também posso trabalhar de maneira autônoma, o que aumenta minhas chances”, considerou. 

Como fazer?

Para realizar o cadastro junto ao Sine, o trabalhador precisa apresentar carteira de trabalho, número do PIS – se não tiver, o número é gerado no momento do cadastro –, identidade, CPF, comprovante de residência, escolaridade e certificados de cursos.

O cadastro e candidatura à vaga também podem ser feitos através do site do Ministério do Trabalho, mas o trabalhador precisa comparecer à unidade para passar pelo processo de triagem. “A maior demanda ainda é para o setor de vendas, serviços gerais, agentes de portaria e afins. Porém, temos vagas para cargos de gestão, como gerência de multinacionais, por exemplo, mas as pessoas que atendem a esse perfil, geralmente, não atualizam o cadastro regularmente e nós não conseguimos entrar em contato. Por isso, ressalto que é importante fazer essa atualização de três em três meses”, explicou o gerente de intermediação de mão de obra do Sine Belém, César Marba.

Além do encaminhamento para o mercado de trabalho formal e da entrada no seguro desemprego, o Sine também oferece a intermediação de mão de obra informal a trabalhadores autônomos, como diaristas, pintores, entre outros. “Aqui nós temos a Central de Trabalhadores Autônomos. As pessoas se cadastram em um banco de dados regional. Os empregadores nos procuram em busca de um trabalhador de determinado perfil e nós os encaminhamos”, complementou o gerente.

Serviço:

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, 8h às 14h

Sine - Casa do Trabalhador (Assis de Vasconcelos, nº 397 – Campina)

Sine - Shopping Bosque Grão-Pará (Estação Cidadania, na avenida Centenário, 1.052 - Val de Cães)

Sine - Guamá (Estação Cidadania, na avenida José Bonifácio, 2.308)

Sine - Jurunas (Estação Cidadania, na rua São Silvestre, 1330, esquina com a travessa Tupinambás)

Sine – CIIC (pessoas com deficiência) - Av. Alm. Barroso, n° 1765 - Marco

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