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Internos do Complexo Penitenciário de Marituba recebem atendimento médico

Por Redação - Agência PA (SECOM)
19/03/2015 20h20

Após atender mais de 600 internos custodiados nas unidades do Complexo Penitenciário de Santa Izabel, a ação de saúde promovida pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), chegou ao Polo Penitenciário de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, nesta quinta-feira (19). Mantendo a meta de 60 atendimentos por dia, a unidade móvel do Programa Presença Viva, da Sespa permanecerá no local até o próximo dia 25, para oferecer atendimento aos internos custodiados nos Presídios Estaduais Metropolitanos I, II e III.

A ação, iniciada no último dia 4 de março, prioriza os casos urgentes e a rapidez nos atendimentos que necessitam de uma avaliação mais detalhada. “Desde que começamos o trabalho em Santa Izabel, já auxiliamos um número considerável de casos, que, em outras situações, demandariam mais tempo. Já conseguimos acelerar a realização de exames de internos em hospitais e de pequenos procedimentos. Esse é um dos pontos positivos que temos como resultado em ações desse tipo”, explicou a coordenadora do “Presença Viva”, Viviane Bernardes.

Durante o atendimento, os internos podem relatar seus problemas de saúde e receber medicamentos sem a necessidade de sair da casa penal. “Já entregamos 6.713 medicamentos em 609 atendimentos somente em Santa Izabel”, contou Viviane Bernardes. Com a medicação, os internos podem controlar e tratar enfermidades, evitando que elas evoluam a ponto de necessitarem de um tratamento fora da casa penal.

Em Marituba, os atendimentos começaram pelos internos do Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I). Há dois meses na casa penal, o detento Átila Maúes, 24 anos, teve consulta e medicação. “Estava com uma dor muito forte na coluna e tive febre nesta noite. Fui avaliado pela médica e agora já estou com o remédio para me cuidar. A consulta com a médica hoje foi fundamental para me sentir melhor. Acho que esses atendimentos vão ajudar muita gente aqui”, contou.

Ações de saúde como esta ocorrem pelo menos uma vez por ano nas casas penais e, de acordo com o diretor do PEM I, major Alexsandro Bahia, representam um ganho significativo para os internos. “Esse tipo de atendimento é primordial e muito esperado pelos detentos. Temos demandas diárias nesse sentido, e contar com a unidade móvel nos ajuda a não alterar tanto a rotina da casa penal com a saída e retorno de internos”, informou o diretor.

Psiquiatria– Além dos atendimentos itinerantes na unidade móvel, aos finais de semana também ocorre o II Mutirão Psiquiátrico do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Santa Izabel. Diferentemente do atendimento nas outras casas penais, onde médicos avaliam os internos, no HCTP os psiquiatras atendem os detentos para atualizar as receitas e medicamentos que fazem parte do tratamento. O Mutirão Psiquiátrico começou no dia 14 de março e prossegue até o dia 29.

O trabalho conjunto desenvolvido pela Susipe e a Sespa foi fortalecido nos últimos quatro anos. Além de ações pontuais e mutirões de saúde voltados para os internos, também são realizados treinamentos e capacitações para os mais de 280 profissionais de saúde que atuam no Sistema Penitenciário do Estado. Um dos frutos dessa parceria aconteceu em 2014, quando o Pará se tornou um dos primeiros Estados a aderir à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).

Presença Viva – O programa que oferece consultas médicas, exames e medicamentos é desenvolvido pela Sespa e integra um programa maior e mais abrangente: o Pro Paz. Com o apoio de unidades móveis, são disponibilizadas consultas médicas e, se for necessário, também os remédios.

O mesmo ocorre com os testes rápidos, nos quais os pacientes recebem os resultados com o sigilo previsto em protocolo clínico. Esses serviços compõem um objetivo comum: levar consultas à população para desafogar a demanda de atendimento médico na região, além de garantir a diminuição da lista de espera de atendimento nas unidades de saúde locais.

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