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Cavalos da Polícia Militar do Pará são liberados para voltar à ativa

Por Redação - Agência PA (SECOM)
18/09/2015 17h03

No desfile de 7 de Setembro em Belém, alusivo ao Dia da Independência do Brasil, muita gente sentiu falta da participação do regimento da Polícia Montada. A explicação para a ausência foi o período de cuidados com os cavalos da Polícia Militar, que estavam em regime de isolamento por causa de cinco casos de suspeita da doença de Mormo. Na quinta-feira (17) à noite, o Governo do Estado recebeu os resultados das contraprovas dos animais com a confirmação da boa notícia: todos estão saudáveis. Nesta sexta-feira (18), eles foram oficialmente liberados para retornarem ao policiamento.

Comandante do Regimento da Polícia Montada, o tenente-coronel PM Mauro Matos salientou o trabalho constante de cuidado com o plantel da Polícia Militar, o que vem garantindo a sanidade dos animais. “Essa notícia foi recebida com muita satisfação, pois tínhamos certeza que o resultado seria esse. Temos um trabalho constante de controle sobre o plantel com exames e cuidados que são os necessários”, diz o oficial.

Mauro Matos lembra que, uma vez liberado, o trabalho recomeça de imediato. “Neste sábado (19) já estaremos em ação no Mangueirão para o trabalho de policiamento montado junto com as demais unidades da corporação”, explica o tenente-coronel, referindo-se ao jogo que ocorre no Estádio Olímpico no sábado, entre Paysandu e Náutico, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Segundo o veterinário Alexandre Chagas, da Gerência do Programa de Sanidade Equídea da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), os exames feitos no laboratório Lanagro-Recife, cadastrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, são parte da etapa final para verificar se os animais têm a doença de Mormo.

“Com a confirmação esperada, de que o plantel está saudável, nosso papel enquanto agência de defesa agropecuária é dar prosseguimento ao trabalho de precaução feito anteriormente, agora com o Termo de Desinterdição de Propriedade, que libera o espaço e tira os animais do isolamento”, observa Alexandre Chagas. Além de Belém, foram liberados os planteis da PM em Castanhal e Tucuruí.

Em julho deste ano, exames de rotina atestaram alguns animais como reagentes à doença de Mormo. Diante do resultado, a Adepará imediatamente adotou todos os procedimentos técnicos cabíveis e protocolares que o caso requer, como isolamento dos animais, suspensão do trânsito de cavalos no local e colheita de amostras para que fossem feitos novos exames em laboratório oficial, conforme determina a legislação. As medidas objetivavam resguardar a saúde humana e animal, até que houvesse o diagnóstico definitivo.

O Mormo, ou lamparão, é uma doença infectocontagiosa dos equídeos, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, pulmões e gânglios linfáticos. Os animais contraem o Mormo pelo contato com material infectante do doente, como pus, secreção nasal, urina ou fezes.

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